Cirurgia Cardíaca

 

A cirurgia cardíaca é um procedimento cirúrgico no coração e/ou grandes vasos feito por um cirurgião cardíaco. Freqüentemente a cirurgia cardíaca é feita para tratar complicações de doença cardíaca isquêmica (por exemplo, cirurgia de ponte de safena), corrigir doença cardíaca congênita, ou tratar doença das válvulas cardíacas decorrente de muitas causas incluindo endocardite. A cirurgia cardíaca também inclui o transplante de coração.

História da cirurgia cardíaca

Primeiras cirurgias cardíacas
A primeiras operações do pericárdio (o saco que envolve o coração) aconteceram no século 19. A primeira cirurgia com sucesso do coração em si, feita sem complicações, foi realizada na Alemanha em 1896 pelo Dr. Ludwig Rehn, o qual reparou uma ferida de punhal no ventrículo direito. Cirurgias nos grandes vasos ficaram comuns depois da virada do século e podem ser classificadas com cirurgia cardíaca, embora não sejam no coração.

Cirurgia cardíaca fechada
A cirurgia no grandes vasos foi seguida pelo desenvolvimento da cirurgia cardíaca fechada, na qual pequenas incisões são feitas e o cirurgião trabalha sobre o coração batendo.

Operações sob hipotermia
Depois foi descoberto que o reparo das patologias intracardíaca requeriam um ambiente parado e sem sangue. Isso significava que o coração deveria ser parado e drenado de sangue. A primeira correção intracardíaca bem sucedida de defeito congênito no coração usando hipotermia foi feita na University of Minnesota em 1952. No ano seguinte, o cirurgião soviético Aleksandr Aleksandrovich Vishnevskiy conduziu a primeira cirurgia cardíaca com anestesia local.

Cirurgia aberta do coração
Essa é a cirurgia na qual o peito do paciente é aberto e a operação é realizada sobre o coração. O termo "aberta" refere-se ao peito e não ao coração em si, o qual pode ser aberto ou não dependendo do tipo particular da cirurgia.

Cirurgia moderna com o coração batendo
Nos anos 90 os cirurgiões começaram a realizar operações com o coração batendo porém estabilizado para ter uma área quase parada. Alguns pesquisadores acreditam que esse método resulta em menos complicações pós-operatórias e melhores resultados gerais.

Cirurgia minimamente invasiva
Uma nova forma de cirurgia cardíaca, que tem crescido em popularidade, é a auxiliada por robô. Nessa cirurgia a máquina é utilizada para fazer a operação guiada pelo cirurgião. A principal vantagem dessa cirurgia é o tamanho menor da incisão feita. Ao invés de uma incisão grande o suficiente para o cirurgião inserir aos mãos, precisa-se apenas de 3 pequenos buracos. Esse tipo de cirurgia diminui o tempo de recuperação do paciente.

Riscos da cirurgia cardíaca

O desenvolvimento da cirurgia cardíaca diminuiu a taxa de mortalidade a níveis relativamente baixos. Por exemplo, a cirurgia para reparação de defeitos cardíacos congênitos têm atualmente em torno de 4-6% de taxa de mortalidade. Uma preocupação importante na cirurgia cardíaca é a incidência de dano neurológico. Derrame cerebral ocorre em 2-3% das pessoas que passam por cirurgia cardíaca.

 

 

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